Breve História da Corveia:
“A História da Amizade Entre os Homens”

Nunca houve um dia exato da fundação da Corveia. O termo veio para simplificar outro que designava a amizade firmada entre eu, Arthur Curvelo, Yann Pavanelli e Victor Hugo (nosso Istranhu), que antes chamávamos “A Tríade”. Estando eu a estudar o feudalismo no colégio, achei o termo “Corveia” bem cômico e então, passei a usá-lo para designar tal amizade, mas não tinha percebido o que aquilo significava.
Em português, corveia é o nome de um sistema tributário de arrendamento de terras pago em serviços prestados por aquele que eventualmente cultiva a terra. Encontramos tal sistema em alguns momentos da história ocidental, sendo os principais: as dinastias do Alto Egito, que arrendavam as terras do Estado em pequenos blocos aos camponeses que, fazendo uso desta, tinham que prestar uma parte de sua produção aos armazéns dos faraós, bem como servir nas construções como operários, exercer ofícios militares quando necessário, etc; e durante a Alta Idade Média, que, da mesma forma, os camponeses trabalhavam e tiravam sustento nas terras opcionalmente pertencentes a um ou mais senhores, e tinham como obrigação ceder-lhes parte de sua produção agrícola, e além disto, cumprir com uma série de obrigações, tais como servir ao senhor na ceia de natal, prestar serviço militar temporariamente, conforme as circunstâncias, trabalhar pelas obras do senhor feudal, fabricar-lhe vinhos, roupas queijos e etc.¹ Esse é o significado da palavra em português.
Entretanto, em tuquetônico, “Corveia” significa “amizade entre irmãos”. E é exatamente isso que compõe nossa sociedade: amizade. Pois é a mesma que nos fortalece enquanto seres humanos e irmãos. Somos assim, dependentes uns dos outros, tendo que prestar algumas obrigações, tais como:
I. NUNCA (!!!) faltar com a camaradagem e um ombro amigo a um irmão da Corveia;
II. Evitar faltar às reuniões quando as mesmas forem convocadas;
III. Prestar auxílio sempre que algum irmão o pedir, seja ele material ou sentimental;
IV. Nunca beber exageradamente a ponto de vomitar no colchão do Saulo (ou de outra pessoa);
V. Atender sempre ao chamado das armas quando este for convocado;
VI. Servir e honrar os mandamentos da Corveia, propondo novas leis sempre que necessário em conlave.

Arthur Curvelo, Boi da Montanha, Ancião Supremo Fundador, Mestre de Campo e Capitão de Armas, Senhor dos Elfos e de Benália; com duas bundas.

¹Para mais detalhes, vide “Passagens da Antiguidade ao Feudalismo”.